Vida e Morte de Larry Flynt: Fim de uma Era do Pôquer?

O fundador da revista Hustler e jogador profissional de pôquer Larry Flynt faleceu em fevereiro de 2021, aos 78 anos. Ele não era apenas uma figura controversa, mas também um símbolo de uma era na história do pôquer. O artigo revisa a conexão de Flynt com o pôquer, incluindo seu amor pelo seven-card stud de altas apostas, seus conflitos com a WSOP e sua proibição vitalícia por trapaça. O autor acredita que a morte de Flynt marca o fim de uma era antiga, rude e discriminatória do pôquer, e o jogo hoje se tornou mais inclusivo e saudável.
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Corpo
Para a nova geração de entusiastas do poker, Larry Flynt pode ser um nome desconhecido. Mas para jogadores que viveram uma época específica, ele simboliza um capítulo profundamente enraizado na história do poker. A vida de Flynt foi cheia de controvérsias — será que sua morte tem um impacto positivo no poker? Vamos explorar.
Larry Flynt foi o fundador da revista Hustler, mas também era um ávido jogador de poker. Nos anos 1970, durante os primórdios da World Series of Poker (WSOP), Flynt não estava nos holofotes, mas permanecia ativo nas margens das mesas. Ele adorava Seven Card Stud e tinha amizades próximas com lendas como Danny Robison, Chip Reese e Doyle Brunson.
Na virada do milênio, Flynt abriu o Hustler Casino, na Califórnia, expandindo suas empreitadas no poker para o mundo offline. Mas antes disso, ele viveu o momento mais sombrio de sua vida — em 1984, enquanto concorria à presidência dos EUA, levou um tiro e ficou paralisado da cintura para baixo. Apesar da tragédia, Flynt sempre argumentou que o atirador não deveria enfrentar a pena de morte. O assassino foi identificado anos depois e executado em 2013.
Flynt era bem conhecido no cenário do poker em Las Vegas, frequentemente organizando seu amado jogo de Seven Card Stud de altas stakes, com blinds de US$ 2.000/US$ 4.000/US$ 1.000. Jogadores de ponta como David Benyamine, Barry Greenstein e Phil Ivey participavam. Greenstein, inclusive, ganhou sua pulseira de ouro no evento de Seven Card Stud em que Flynt chegou mais perto de um título da WSOP.
No entanto, Flynt também foi banido da WSOP por anos devido a trapaças. Em 1988, ele tentou enganar Doyle Brunson em uma aposta de cerca de US$ 1 milhão para US$ 10.000, afirmando que poderia vencer o Main Event da WSOP. Ele pagava secretamente seus oponentes para que perdessem mãos de propósito, acumulando fichas. Quando isso foi revelado, Jack Binion o baniu por toda a vida, embora a proibição tenha sido suspensa quando Binion perdeu o controle.
Flynt mais tarde retornou ao poker, mas o jogo havia mudado. Sua antiga imagem de "fora da lei" já não atraía; o brilho dos anos 1980 havia desaparecido. Sob as lentes de alta definição do século XXI, Flynt parecia um dinossauro, pertencendo a uma velha era onde os homens jogavam cartas e as mulheres eram meros enfeites.
Não queremos celebrar a morte de ninguém, mas a partida de Flynt nos lembra: o poker se tornou melhor. A era que tolerava Larry Flynt se foi. As mulheres não são mais vistas como meros enfeites. Sua posição nas mesas e na indústria é muito mais forte do que no auge de Flynt.
No futuro, Larry Flynt pode ser apenas uma nota de rodapé, uma imagem fugaz na história do poker. Alguns lamentarão sua morte, ou o fim daquela era. Mas o tempo que os nostálgicos anseiam não voltará. A era de Larry Flynt realmente acabou. E isso não é algo ruim.
Perguntas frequentes
- Flynt era um ávido jogador de seven-card stud que há muito tempo organizava jogos de altas apostas, atraindo muitos jogadores de ponta. Ele também abriu o Hustler Casino na Califórnia, contribuindo para a promoção do pôquer. No entanto, também foi banido permanentemente da WSOP por trapaça, tornando-se um famoso caso negativo na história do pôquer.